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Itambé Rock - Parte V
quinta-feira, 16 de abril de 2009
2001 - Eis q a bandinha q se formava é chamada para fazer uma apresentação numa escola muito famosa na cidade. A Escola Arruda Câmara (foto) viu então o q era q o rock em Itambé podia fazer. As pernas de Regis tremiam como um metronomo enquanto tocava as covers variadas do show. Quatro dias de ensaios exaustivos e lah estavam eles tocando Blur, Legiao Urbana e outros hits. Ia tudo muito bem, a turma compareceu em massa, privilégio se apresentar pela primeira vez para tanta gente. Foi entao q na segunda cançao da noite, Song 2 do Blur, o publico entrou em catarse, deixando apavorada algumas pessoas da direçao. Quase q num ato reflexo, uma pessoa da direçao literalmente puxou a tomada e acabou com a festa. As vaias foram incessantes, a banda foi extremamente aplaudida (sem mentira!) e caiu na simpatia de muitos daih então. O resultado não foi outro: valia sim a pena continuar e mostrar boa musica para todos, mesmo certos q atitudes preconceituosas como a da tomada na escola se repetiriam. Nascia o cenário alternativo de Itambé, enquato algumas pessoas na platéia já se imbuia do espirito da coisa, como veremos logo mais.
Itambé Rock - Parte IV
sexta-feira, 20 de março de 2009
Durante os ensaios da Charada, alguns moleques ficaram muito impressionados. "Sim, nós podiamos", e não era slogan do Obama, era sim a visão de q mesmo sendo dificil, poderia haver sim rock numa cidade de cultura voltada apenas para os imediatismos do mercado. Assim, Wander Shirukaya, David Kilder, Léo Podre e Régis decidem se dedicar a aprender a tocar para montar, assim q possivel, uma banda. O ano de 2000 assim foi passando, Régis juntando todos os centavos para comprar um baixo, acababou comprando uma Les Paul Jennifer com distorçao embutida. Wander Shirukaya, por sua vez comprou de Carlos Nenem uma guitarra caseira muito velha e acabada (conta-se q em 3 vezes de cinco reais), q ficou conhecida como Xuxa (talvez por ser velha, desafinada e mesmo assim servir para algo). Xuxa e Wander não se desgrudavam, chegando a passar 10 horas juntos em alguns dias. Kilder só pretendia cantar, logo nem se preocupou com gastos. Léo Podre, por escolher bateria, o instrumento mais caro, teve q apelar para ter aulas na Sociedade Musical Pedra Preta (foto), com o até então baterista da Charada, Léo Mancha. As aulas não duraram muito, mas Podre não abandonou os estudos, praticando coordenação motora a maior parte do tempo nas proprias pernas, durante mais ou menos seis meses, quando conseguiu comprar uma bateria velha de um pastor q vendia artigos musicais pela regiao. Mesmo com a guitarra Régis decide pegar um baixo emprestado e começa a tocar na banda. Outros colegas achavam o maximo o empenho, mas, nao se sab direito o porquê, não tentavam aprender nada, mais tarde se arrependendo do tempo perdido, como será mostrado mais adiante.
Logo veio a primeira opurtunidade de uma apresentação, um ano após todos estarem aprendendo. A banda dos quatro meninos precisava de um nome. Na falta de outro, ficou entao o q está até hoje, surgiu então a mais importante banda de rock de Itambé: Simbiontes.
Continua...
Foto: www.itambenarede.com
Itambé Rock - Parte III
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Talvez esse possa ser o ponto que tenha sido o nascmento e si da cena rock de Itambé e Pedras de Fogo. Em 2000, uma turma descompromissada influenciaria as primeiras cabeças do rock de Itambé, que não muito depois formariam os Simbiontes. A banda Charada, apesar do nome ridículo, fez história. A banda contava com Orleans (guitarra), Paulo Vocal (vocal), Carlos Nenem (baixo) e Léo, conhecido por muitos como Léo Mancha (bateria). Estes tipos se reuniram pra tocar umas covers e se divertir, ensaiando em cima de um caminhão, na onde então Bruno Armstrong (foto) morava e também mais tarde se inspiraria para tocar. Apesar da proposta bastante simplória, as pouquissimas apresentaçoes da banda chegavam a proporcinar momentos incríveis, Neném era reconhecido como grande baixista, Léo ficou famoso por arrebentar (literalmente) com a bateria. Conta-se que ele tocava com as baquetas viradas ao contrário, o que muitas vezes causou discussoes com equipes de som onde a banda tocava. No fim dos shows, a bateria rolava ao chão, cadeiras voaram numa historica apresentação no Colégio Waldecyr, e Pedras de Fogo. Tudo corria bem, a banda inspirava muitos, inclusive alguns posers q depois foram apagados no limbo, como tem q ser. Mas então outras ocupaçoes acabaram por destruir a banda, alguns integrantes se preocuparam em dar prioridade aos estudos, Nenem abandonou a cena rock, pois não queria ser baixista, toca guitarra e violão até hoje, mas não possui vínculos com a cena alternativa. Porém Léo ainda se manteria ativo, causando até a criação de uma pequena leva de seguidores, destes e dos novos músicos falamos no próximo capitulo.
Foto: Wander Shirukaya
Itambé Rock - Parte II
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Por um bom tempo ficou-se aprimorando o senso musical, porém sem nenhuma pretesao alem de se ouvir boa música, seja em casa, na rua ou nas poucas festas que se propunham a frequentar. Wander passou um tempo em São Paulo, o ano de 1999, enquanto muita gente se preocupava com o fim do mundo que se aproximava havia já uma leva de descobertas. Enquanto algumas pessoas começavam na vida rock (Leo Podre começava a ouvir Legião Urbana e Raul Seixas, uma de suas grandes influencias), outras se esbaldavam com coisas que chegavam aos ouvidos, como Chico Science e algumas lendas do rock sessentista. Algo só veio a mudar definitivamente em 2000.
Quatro amigos com afinaidades musicais um tanto quanto saudaveis passaram a se reunir pra tocar algumas covers de Pink Floyd (foto), Nirvana e afins, ensaiando em cima de um caminhao da garagem do pai de um deles. Surgia ali a q é dita como a primeira anda de rock da cidade (isso se desconsiderarmos q era uma banda de covers), o Charada. Ao ver essa banda em ação finalmente parece q algo acontece de maior expressão no rock de Itambé. É sobre isso q falaremos na semana q vem.
Itambé Rock - Parte 1
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Em 1996 inicia-se na cidade uma atividade por parte de um pequeno grupo, esse grupo passava a colecionar albuns, buscar discos e trocar fugirinhassobre mitos do rock q eram pouco ou nem eram conhecidos da molecada. O apreço por grandes nomes nacionais e internacionais, tais como Legião Urbana, Nirvana (foto), cresce aos poucos de mãos dadas com as bandas da época que entravam no rol de influências, como Garbage, Rage Against The Machine. Havia por parte de uns um interesse no rock fundido à música eletrônica, como Prodigy e Chemical Bros. Cada um chegando com um gosto diferente formando uma grande leva de informaçoes, não custou para q bandas mais pesadas viessem ao cardápio; Leandro Lima era fã de Marilyn Manson, Wander Shirukaya começava sua idolatria pelo Tool. Apesar de tudo, os olhos dos demais na cidade ainda não se voltavam para esta turma, mas tudo parecia indicar q logo, logo, eles olhariam. Se bem ou mal, isso vc descobrirá nos próximos capitulos.
Itambé Rock - Parte 0
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Não q nao existissem pessoas que gostassem de boa música na cidade. Pelo contrário: Tinha uma pequea leva de rapazes que estavam antenados com o mundo do rock, o q fez com q surgisse uma loja de discos que fora importante em alguns momentos para o q viria a ser a verdadeira geração d roqueiros da cidade. Nessa época, início dos anos 90, essas pessoas já tinham uma boa bagagem; o dono da loja, inclusve, tinha até bootlegs e raridades de Iron Maiden e Ozzy Osbourne. As crianças d hoje já ouviam uma ou outra coisa d rock, David Kilder (foto) pesquisava o q podia sobre Legião Urbana e Cazuza, Wander Shirukaya ainda era Wando e entre algumas coisas louvaveis, ainda vivia a mácula das FMs destruidoras de cérebros. "Antes no Dance do q no Forró", diz este hoje ao se lembrar dessas coisas. Assim, Double You e remixes chinfrins de grandes hits foram ficando para trás, enquanto Raul e grandes ícones da música nacional iam dirigindo aqueles para um senso bem mais apurado. Chega então 1996, época que pode se dizer crucial na formação do movimento rock de Itambé e Pedras de Fogo.
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